Onde é que está o mal em trair a confiança da comunidade?

O policial no vídeo acha que aceitar uma “dica” de uma mulher atrasada é apenas um acordo mutuamente benéfico. Pergunte a si mesmo: um policial que aceita propinas pode realmente ajudar a comunidade ou colegas?

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Onde é que está o mal? Vidéo 1: Onde é que está o mal em trair a confiança da comunidade?

O agente de polícia no vídeo acha que aceitar uma “gorjeta” de uma mulher que está atrasada é apenas um acordo mutuamente benéfico. Mas, para Kathleen O’Toole, chefe de polícia de Seattle, em Washington, é claramente corrupção e a prática corrói completamente a confiança do público na aplicação da lei.

“Quando ouço falar desse tipo de situação, fico doente”, declara. “Ninguém despreza mais um mau agente da polícia do que um bom agente da polícia, porque os bons agentes da polícia estão lá fora, dia após dia, tratando as pessoas com cortesia e seguindo as regras. Um mau agente da polícia numa situação dessas prejudica todo o óptimo trabalho feito pelos bons agentes da polícia.”

O’Toole diz que o público não pode confiar nos responsáveis pela aplicação da lei quando acha que a polícia é motivada pelas suas próprias agendas pessoais, em vez do seu dever de cuidar da comunidade.

Ela reconhece que, em alguns países, “dar gorjetas” ou, mais precisamente, subornar um agente da polícia é “apenas considerado um modo de fazer negócios”. Era comum nos Estados Unidos até recentemente, nas décadas de 1960 e 1970.

“Conseguimos evoluir aqui e acho que outras jurisdições em todo o mundo passarão por evoluções semelhantes”, e também verão a prática como uma forma de corrupção. “Sempre que a polícia aceita qualquer tipo de suborno ou favor, isso afeta a aplicação da sua autoridade. É corrupção e realmente mina a confiança do público”, declara. “Este tipo de actividades leva, inevitavelmente, a actividades ainda mais graves.”

Além disso, os agentes que não são éticos e aceitam subornos “costumam abusar do seu poder” quando se trata de comunidades vulneráveis, como minorias étnicas e religiosas ou pobres. O’Toole diz que isso acontece porque essas comunidades muitas vezes têm “medo de se expor” ao denunciar irregularidades ou acham que não têm o poder necessário para enfrentar o sistema.

Pergunte a si mesmo: um polícia que aceita gorjetas pode realmente ajudar a comunidade ou os colegas?

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