Onde é que está o mal com a censura?

“Eric” está sendo pressionado por seu editor para largar sua história. Pergunte a si mesmo: sua publicação está tentando encontrar a verdade e ganhar confiança – ou apenas ganhar dinheiro?

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Onde é que está o mal? Vidéo 6: Onde é que está o mal com a censura?

No vídeo, “Eric” está a ser pressionado pelo seu editor para abandonar a história em que está a trabalhar. Segundo Charles Lewis, professor de jornalismo na American University em Washington, a censura é um problema que os jornalistas de todo o mundo enfrentam há muito tempo. Os governos, as empresas e outros interesses poderosos pressionam frequentemente os média para impedir que a informação se torne pública ou para promover a sua própria agenda.

“O elemento mais preocupante é que não são apenas pequenas publicações, podem ser algumas das publicações mais respeitadas e de elite de um país. Não há uma fórmula específica para determinar que tipos de organizações são susceptíveis à censura. Pode acontecer em qualquer lugar”, diz Lewis.

Onde é que está o mal? Para um jornalista como “Eric”, a censura afecta o moral e o orgulho profissional. Os jornalistas podem divulgar como estão a ser pressionados, mas correm o risco de verem a sua carreira profissional arrasada. “Eles serão marginalizados e, na realidade, outros editores também terão alguma relutância em trabalhar com eles”, explica Lewis.

É por isso que alguns optam pela autocensura para evitar esse tipo de cenário, e isso “tem o potencial de lhes matar a alma ou, pelo menos, de a danificar com o tempo”. Lewis afirma que, por vezes, a única solução para um jornalista de princípios que é frequentemente censurado é sair.

“Existem algumas redações onde a cultura tem sido tão envenenada que basicamente a publicação se tornou porta-voz de um partido político ou de uma facção política ou, em alguns casos, uma entidade do crime organizado que é proprietária da publicação”, diz Lewis.

Os consumidores dos média podem ajudar apoiando publicações com padrões mais elevados de ética jornalística e que têm mecanismos internos que impedem que um editor, proprietário ou outro indivíduo tenha muito poder dentro da organização.

Pergunte a si mesmo: a sua publicação está a tentar encontrar a verdade e a ganhar confiança ou apenas a ganhar dinheiro?

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